INTERNACIONAL: EUA querem reunir aliados numa coligação militar para proteger as águas ao largo do Irão e Iémen

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“Estamos a concertar posições com vários países no sentido de formar uma coligação que garanta a liberdade de navegação nos Estreitos de Ormuz e de Bab-el-Mandeb”, revelou o general da Marinha Joseph Dunford. A proposta americana ganhou força após os ataques recentes contra petroleiros no Golfo, cuja responsabilidade Washington atribui a Teerão

Os EUA esperam reunir aliados nas próximas duas semanas numa coligação militar para proteger as águas ao largo do Irão e do Iémen, onde Washington responsabiliza Teerão e aliados iranianos por ataques recentes. A informação foi avançada esta terça-feira pelo general da Marinha Joseph Dunford, após reuniões com o secretário interino da Defesa, Mark Esper, e o secretário de Estado, Mike Pompeo.

Segundo o plano, os Estados Unidos fornecem navios de comando e lideram os esforços de vigilância para a coligação militar. Os aliados patrulham as águas nas proximidades dos navios americanos e escoltam navios comerciais com as bandeiras dos seus países.

“Estamos a concertar posições com vários países no sentido de formar uma coligação que garanta a liberdade de navegação nos Estreitos de Ormuz e de Bab-el-Mandeb”, revelou Dunford. “Provavelmente nas próximas semanas identificaremos que países têm a vontade política de apoiar esta iniciativa e, em seguida, trabalharemos diretamente com os militares para identificar as capacidades específicas”, acrescentou, citado pela agência de notícias Reuters.

QUASE UM QUINTO DO PETRÓLEO MUNDIAL PASSA PELO ESTREITO DE ORMUZ

Há muito que o Irão ameaça fechar o Estreito de Ormuz, através do qual passa quase um quinto do petróleo mundial, se ficar impossibilitado de exportar o seu petróleo – algo que o Presidente dos EUA, Donald Trump, procura fazer para pressionar Teerão a renegociar um acordo sobre o seu programa nuclear. Mas a proposta americana de uma coligação internacional para proteger o transporte marítimo no estreito ganhou força após os ataques em maio e junho contra petroleiros nas águas do Golfo.

No mês passado, o Irão abateu um drone dos Estados Unidos nas imediações do estreito, o que levou Trump a ordenar ataques aéreos de retaliação, que acabou por cancelar à última hora.

QUASE QUATRO MILHÕES DE BARRIS PASSAM DIARIAMENTE POR BAB-EL-MANDEB

A grande novidade do plano é a inclusão do Estreito de Bab-el-Mandeb. Os EUA, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos queixam-se há muito dos ataques de combatentes houthis, alinhados com o Irão, naquele estreito que liga o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e ao Mar da Arábia. Quase quatro milhões de barris de petróleo são enviados diariamente através de Bab-el-Mandeb para a Europa, Estados Unidos e Ásia, além de produtos comerciais.

De acordo com Joseph Dunford, os EUA fornecerão navios de “comando e controlo” mas o objetivo é que os outros países disponibilizem embarcações para patrulhar as águas entre esses navios.

A terceira parte da missão envolverá a escolta de embarcações comerciais dos países-membros da coligação.

 

expresso.pt

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