Jogadores da seleção saem em defesa de Neymar: ‘Nome está em jogo’

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Teresópolis (RJ) – Uma palavra em comum no discurso dos jogadores que conversam com a imprensa neste domingo na Granja Comary foi “apoio”. O suporte prometido é direcionado a Neymar, alvo de uma acusação de estupro feita por uma mulher com quem se encontrou em Paris. No dia em que até a Polícia Civil apareceu no CT da seleção, os companheiros do camisa 10 na empreitada rumo à Copa América, inclusive, não enxergam os problemas extracampo de Neymar como uma ameaça ao ambiente do grupo.

– Ele terá nosso apoio, respaldo, suporte para que a acusação que foi feita não possa interferir no rendimento dele dentro de campo, nos treinos e jogos. Que continue desempenhando o papel dele. Vamos aguardar para saber o que será definido. Mas no nosso ambiente, nada vai mudar em relação a ele. Ele terá nosso apoio total durante todo o período da Copa América e pós-Copa América – disse o volante Fernandinho, de 34 anos, um dos mais experientes da convocação atual, que ainda completou:

– O que é mais triste nessa história toda é que o nome da pessoa que está em jogo. O que você tem de mais importante na vida é o nome. E às vezes o nome é jogado no ventilador, com uma acusação dessa tão séria, tão grave. E quando for provado o contrário às vezes não terá uma repercussão tão grande. Espero que possa ser esclarecido porque todos precisamos de paz para trabalhar.

Fernandinho conhece Neymar pelo convívio na seleção desde 2011. O volante se diz parte de um pequeno grupo de pessoas que conhece o camisa 10 como pessoa e não como “personagem”, termo que o próprio Fernandinho usou para citar a face midiática do craque. Com base nisso é que o meio-campista crê na inocência do colega.

– Não vai contaminar. Sabemos muito bem como é o Neymar como pessoa. Conhecemos a índole do Neymar. Tenho certeza que será provado que ele é inocente. Os fatos apresentados são de grande estranheza, uma coisa meio premeditada – comentou.

Assim como os outros jogadores, Neymar teve folga que durou até o fim da manhã de domingo. Fernandinho chegou um pouco mais cedo, mas disse quem nem sabia da movimentação policial em Teresópolis. Os jogadores almoçaram juntos e no refeitório tiveram o primeiro encontro desde a divulgação do boletim de ocorrência contra o craque.

– É um assunto pessoal. Damos total apoio. É um assunto íntimo e pessoal. Nos encontramos no almoço. Tudo que é vinculado ao nome dele a gente sabe que toma proporções maiores. Temos que ter cuidado. Somos pessoas públicas. Tudo vinculado ao nosso nome, ainda mais o Neymar, vai tomar proporção maior. É um assunto pessoal, creio que está bem encaminhado. Vamos dar total apoio. Não tem terra arrasada aqui – disse o atacante Everton, o Cebolinha.

O clima no refeitório, inclusive, é usado como exemplo por Lucas Paquetá para mostrar como a seleção pode se blindar para a competição que se aproxima.

– Se entrasse lá para almoçar com a gente, veria a felicidade de um estar com o outro. Esse ambiente aqui não muda. O assunto é pessoal, mas não vai mudar o ambiente. O ambiente bom prevalece a qualquer covardia que vem de fora – disse o meia do Milan.

Neymar e os companheiros da seleção vão a campo na tarde deste domingo para mais um treino em Teresópolis. A delegação fica na Granja Comary até terça-feira, quando viaja para Brasília, onde enfrentará o Qatar.

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