Mundo-Calor extremo mata sete imigrantes na fronteira dos EUA

Entre as vítimas estão uma mulher e três crianças; exposição prolongada ao Sol e desidratação são as possíveis causas das mortes

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Sete imigrantes morreram por causa do calor extremo nos limites entre o México e os Estados Unidos, segundo informações da polícia do Texas. Entre as vítimas estão uma mulher, dois bebês e uma criança.

Pela situação dos corpos, as autoridades suspeitam que as quatro vítimas morreram dias antes de serem encontradas pela Patrulha de Fronteira americana nas redondezas do Rio Grande, no sul texano, no domingo 23. A exposição ao calor e a desidratação são as possíveis causas dos óbitos.

A oeste, na região de Del Rio, os agentes resgataram os corpos de dois homens depois de receberem ligações anônimas nos dias 19 e 20 de junho denunciando a presença de imigrantes perdidos na região. Outro corpo em decomposição foi encontrado ainda no dia 20 na margem do Rio Grande.

“As temperaturas extremas durante esta época do ano podem ser fatais”, reiterou o chefe da Patrulha da Fronteira na região de Del Rio, agente Raul Ortíz, dias após o início do verão nos Estados Unidos, no dia 21 de junho.

As travessias exaustivas e clandestinas dos migrantes se intensificaram com os limites recém-estabelecidos pelo governo do republicano Donald Trump, que limitou o número diário de pessoas que podem solicitar refúgio nos Estados Unidos nos postos de entrada da fronteira.

Com a expectativa de meses na fila de espera para as entrevistas com as autoridades americanas, muitas famílias migrantes optam por cruzar a fronteira de modo arriscado para fazer suas solicitações e atravessar a região desértica.

Os coiotes, como são chamados os intermediários do tráfico ilegal de pessoas na fronteira, colocam em risco a vida dos migrantes, deixando-os em áreas isoladas ou enviando-os para cruzar o Rio Grande em jangadas improvisadas.

A Patrulha da Fronteira registrou 283 mortes de imigrantes no limite entre Estados Unidos e México apenas no ano passado. Ativistas de direitos humanos dizem que o número é muito maior, pois os restos mortais de muitas vítimas nunca são encontrados e os dados da agência não incluem todas as mortes registradas pelas autoridades locais.

(Com Reuters)

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