Polícia investiga se chacina em São Gonçalo foi ação de quadrilhas

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A polícia trabalha com a hipótese de que a chacina que deixou quatro mortos e sete feridos no bairro no Porto Velho, em São Gonçalo, foi motivada por quadrilhas que tentam dominar a região. As vítimas participavam de uma festa em um bar na Rua João Damasceno, quando ocupantes de um carro dispararam contra o local.

Segundo policiais da 72ª DP (São Gonçalo), que trabalham em apoio à Delegacia de Homicídios, uma das linhas de investigação é que os criminosos fariam parte de uma quadrilha de traficantes que controla o Morro do Feijão, próximo dali. O objetivo seria expandir o domínio sobre a região, intimidando moradores.

Outra hipótese também investigada é que seria uma ação de milicianos também com o objetivo de controlar aquela parte do bairro.

O ataque aconteceu na noite de domingo. Segundo testemunhas, nenhuma das vítimas tinha qualquer envolvimento com o crime. No local, estava acontecendo uma festa de amigos que se reuniam, há anos, a cada duas semanas. Cerca de uma hora antes do ataque havia mais de 40 pessoas, inclusive crianças. Embora seja considerada uma região violenta, moradores ficaram chocados com a ação.

— Se o ataque tivesse ocorrido uma hora antes, seria uma tragédia ainda maior — comentou uma testemunha.

Entre os mortos estão o professor de espanhol José Luis Caetano e a comerciante Janete Santos, que morava em frente ao bar. O marido de Janete também foi atingido e está internado.

Saiba quem são as vítimas da chacina em São Gonçalo

  • Fábio Rosa de Souza, de 41 anos
  • Janete Santos, comerciante, de 59 anos
  • José Luis Caetano, professor de espanhol
  • Valdir Pinto Oliveira Sobrinho, pintor de paredes e compositor, de 60 anos

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